domingo, 27 de novembro de 2011

Revista Educação e Pesquisa - USP

CHAMADA DE ARTIGOS 2013 – EMENTA
Desigualdade, diferença e políticas públicas para a educação

O debate sobre desigualdade e diferença vem ganhando força nas últimas décadas, tendo
repercussão na definição e na implantação de algumas políticas públicas educacionais.
Entendemos que essas questões marcantes nas sociedades contemporâneas dizem respeito às
lutas pelo direito à diversidade e pela ampliação da cidadania.
No âmbito da educação brasileira, assistimos a um significativo incremento de leis,
planos e programas voltados ao enfrentamento das desigualdades, sejam de raça/etnia,
gênero/sexualidade e/ou deficiência. Por exemplo, nas deliberações da VI Conferência Nacional
de Educação (CONAE/2010), foram inseridas demandas sobre o direito à diferença na pauta das
políticas educacionais do Brasil. Na proposição das metas para elaboração do Plano Nacional de
Educação (PNE), o eixo que teve como título “Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão,
Diversidade e Igualdade” abordou diversas sugestões de políticas sobre temas muito variados,
tendo em vista a realidade sociocultural do país. O projeto de lei do Plano Nacional de Educação
para o decênio 2011-2020, encaminhado ao Congresso Nacional em dezembro de 2010, também
apresenta entre suas diretrizes a “difusão dos princípios da equidade, do respeito à diversidade e
a gestão democrática da educação”.
Contudo, tanto na elaboração e implantação das políticas públicas propostas quanto na
análise acadêmica sobre elas, observa-se que termos como desigualdade, diversidade e diferença
assumem significados variados. Ora aparecem como equivalentes, ora como elementos
dicotômicos, sem que os conceitos sejam estabelecidos com precisão. Observam-se também
inversões e equívocos, especialmente em políticas voltadas para a avaliação na educação, as
quais exigem igualdade de mérito e de desempenhos quando as condições dos sujeitos avaliados
são desiguais. Cabe, portanto, analisar se essas políticas operam no sentido de dificultar e/ou
promover a democratização da educação básica e, consequentemente, o acesso e a permanência
de crianças, jovens e adolescentes, homens e mulheres, negros e brancos nas escolas.
A Universidade tem desempenhado um papel importante nesse processo em virtude das
várias dimensões e tensões nele implicadas do ponto de vista conceitual e das soluções
propostas. O espaço universitário tem sido palco desse debate também, produzindo e
manifestando concepções conflitantes.
Consideramos, portanto, oportuna a edição de uma seção da revista Educação e Pesquisa
sobre essa temática, com o propósito de dar a conhecer o que vem sendo produzido no âmbito
acadêmico e de refletir sobre esse debate por meio de:
1) análises sobre a elaboração e a implementação de políticas voltadas para as dimensões de
raça/etnia, gênero, diversidade sexual e deficiência na educação atual;
2) artigos derivados de pesquisas cujo objetivo fundamental seja a avaliação crítica de
experiências de implantação de tais políticas nas redes e escolas públicas;
3) ensaios de natureza reflexiva sobre as contradições que marcam o debate contemporâneo
sobre aas questões da diferença e da desigualdade, que possam contribuir para uma
análise crítica das políticas públicas na educação,sejam no Brasil, seja em outros países;
4) balanços e/ou estudos críticos a respeito da produção acadêmica relacionada ao(s)
tema(s).

Av.da Universidade, 308 sala 27 Bloco B - 05508-040, São Paulo/SP, Tel /Fax: (11)3091.3520, E-mail: revedu@edu.usp.br

sábado, 26 de novembro de 2011

Revista Eletrônica de Educação REVISTA BILÍNGUE DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS ISSN 1982-7199

Caros colegas
A Revista Eletrônica de Educação - Reveduc - acaba de publicar seu último número em http://www.reveduc.ufscar.br/index.php/reveduc/issue/current
Convidamos a navegar no sumário atual da revista para acessar os artigos e itens publicados.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

II Seminário Infância

Entre os dias 07 e 09 de novembro ocorreu o II Seminário Infância na interface com pesquisa e extensão e o III Encontro do GRUPEGI/GPPIN na cidade de Cuiabá. O evento foi uma promoção do Grupo de Pesquisa em Psicologia da Infância (GPPIN) coordenado pela professora Daniela Freire. As atividades ocorreram paralelas ao Seminário de Educação 2011 (SEMIEDU 2011) organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação do Instituto de Educação da UFMT.  O seminário faz parte do convênio firmado entre o GRUPEGI e o GPPIN no âmbito do PROCAD Novas Fonteiras, financiado pela CAPES.

domingo, 20 de novembro de 2011

EVENTO SOBRE A MEDICALIZAÇÃO DA VIDA

Olá Pessoal!!!
Segue folder de divulgação sobre o Fórum acerca de medicalização da infância que acontecerá na UERJ na próxima quarta-feira.
O tema é de grande importância para educação infantil, à medida que normatizações e normalizações neste sentido têm acontecido com frequência ímpar. Assim, àqueles que não puderem comparecer por favor divulguem para suas listas de contatos.
Abraços
por Lígia Aquino


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Manifesto indignado do FPEI: Avaliar para que? E para quem?


O velho mundo morre enquanto o novo tarda a aparecer. 
No claro-escuro perfilam os monstros 
(Antonio Gramsci).


O Fórum Paulista de Educação Infantil traz seu manifesto indignado, contra as ondas de controle, ou melhor, a este verdadeiro tsunami que invade os territórios da educação das crianças pequenas, a avaliação em larga escala do desempenho das crianças de 0 até 6 anos de idade, por meio de testes, questionários, provas e quaisquer outros instrumentos, que não respeitem as crianças como produtoras de culturas infantis.

Ao lado dos bebês e das crianças, defendendo-as em seus direitos como produtoras de culturas, há diversos documentos, pesquisas e leis que abrangem as especificidades das infâncias. Desta forma, não podemos admitir que tais procedimentos avaliativos se instalem, ignorando e desconsiderando todo processo de concepção sobre Educação Infantil e avaliação presentes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n. 9394/96), nas Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Infantil (Resolução CNE/CEB nº 05 de dezembro de 2009) e nos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil (2009).

Há, portanto, que considerar – ouvindo - os professores e professoras, pesquisadores e pesquisadoras, enfim os tantos profissionais da educação que, ao longo dos anos, têm aprendido com as crianças e não só sobre elas... aprendido com as crianças reais, em ambientes coletivos de educação. Esses ambientes sim, merecedores da avaliação detalhada de seus contextos organizativos de tempo, espaços, interações, formação docente, propostas pedagógicas, formas de registro do tempo, do espaço , enfim, das “condições dadas” para a produção das culturas infantis e formas de registro da experiência vivida, aprendida, transgredida, desaprendida, inventada, recriada, etc. Sempre uma avaliação da instituição e do projeto pedagógico, além da avaliação das políticas públicas (gestão, recursos financeiros, pedagógicos, etc.); jamais avaliação individual das crianças, que tem sido historicamente produtora de estigmas e de pressão contra as crianças e não de condições favoráveis à formação humana em suas múltiplas dimensões.

De outro lado, nossos estudos, pesquisas e trabalho pedagógico com as crianças pequenas nos mostram que a infância é uma construção histórica e social, o que torna impossível imaginar a proposição de um instrumento que quantifica, para avaliar as descobertas, as invenções, enfim as experiências das crianças.

Sendo assim, como não nos indignarmos diante da possibilidade de uma proposta de avaliação nacional que desconsidera a existência das diferentes infâncias e crianças e, em especial, o lugar de cada uma delas na estrutura da sociedade brasileira segundo a classe social, pertencimento racial e étnico, gênero e cultura, entre outras diferenças?

As meninas e meninos nos mostram e nos revelam que as diferentes e múltiplas dimensões humanas não são passíveis de serem retratadas ou aferidas, com dignidade, por testes ou avaliações pré-formulados, a partir de uma visão de um modelo de criança que verdadeiramente e felizmente, não existe.

Assim não é possível compactuar com a disseminação de mecanismos de avaliação que se circunscrevem à classificação das crianças, tendo por base categorias definidas a priori, que revelam um padrão esperado e idealizado do que as crianças devem ser em cada faixa etária. O objetivo fundante de tais instrumentos, que menosprezam as dimensões humanas em construção desde o nascimento, é basicamente avaliar se a resposta é certa ou errada, ou se o comportamento do bebê ou da criança corresponde às normas e as expectativas pré-determinadas. Tais modelos de avaliação, revestidos pela ótica falsamente objetiva e padronizada, apregoam a possibilidade e a crença de poder apreender a realidade com precisão. Crença esta, que só se sustenta na perspectiva da avaliação tradicional, balizada por duvidosos diagnósticos, descontextualizados e antidemocráticos, capazes de definir currículos homogeneizantes e práticas sem significado, moldando e reforçando comportamentos, tendo em vista sua adequação ao produto final esperado. Essa concepção etapista da educação infantil não cabe mais em lugar algum.

É nessa perspectiva que se instala nossa indignação. Afinal, não podemos retroceder e desconsiderar os avanços significativos que a educação da pequena infância vem construindo nas últimas décadas, com a inestimável e generosa participação das crianças, em relação à avaliação e aos processos de documentação pedagógica. Esses avanços já fundamentam inclusive as bases legais que sustentam a primeira etapa da educação básica, a Educação Infantil do país, como já sinalizado. Avanços que anunciam a possibilidade de pensar em propostas avaliativas que considerem as crianças reais, suas vozes, experiências, culturas e saberes, e ainda impulsionem a construção de uma educação da infância de qualidade e digna de todos os bebês e crianças deste país, cuja riqueza, inteligência, curiosidade e inventividade, não cabem em testes, questionários ou provas. Tais instrumentos que querem implantar são pequenos, são indignos da grandeza de nossas crianças.

Não estaremos jamais ao lado dos que querem aferir os conhecimentos dos bebês e das crianças pequenas com provas e teste e estaremos sempre em defesa da Pedagogia da Infância que aprende a cada dia os alcances da capacidade inventiva e transgressora das crianças pequenas. Não admitimos que uma avaliação que não serve para as crianças do ensino fundamental, por inúmeros motivos, dos quais destacamos hierarquizar escolas e restringir currículos à preparação para provas, seja estendida à Educação Infantil.

MOÇÃO DE REPÚDIO À PROPOSTA DA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS DO GOVERNO FEDERAL DE APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO ASQ PARA AVALIAÇÃO DE CRIANÇAS NO ÂMBITO DAS CRECHES

VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO 

BRASÍLIA, 12 – 15 DE NOVEMBRO/2012 



Considerando que a educação infantil vem se consolidando no Brasil e que, apesar dos novos marcos legais e de avanços já visíveis, ainda são necessários grandes esforços para melhoria das condições estruturais e do trabalho desenvolvido em creches e pré-escolas;

Considerando que o Ministério da Educação vem implantando, num processo de diálogo com pesquisadores e movimentos sociais da área, ações que estimulam e orientam a melhoria da qualidade do trabalho docente, incluindo o foco nas várias dimensões que compõem a educação das crianças de 0 a 3 anos de idade;

Considerando que os estudos de Psicologia do Desenvolvimento sugerem que as avaliações sejam contextuais e acompanhadas por profissionais qualificados, a fim de evitar que os instrumentos e procedimentos de avaliação produzam processos de classificação e exclusão;

Considerando que o desenvolvimento infantil tem como característica a variabilidade especialmente acentuada para as crianças abaixo de 3 anos e que procedimentos de avaliação para essa fase, quando aplicados em larga escala, a desconsideram;

Considerando que a proposta, veiculada pela imprensa e mídia eletrônica, da utilização do instrumento Age & Stages Questionnaires (ASQ-3), elaborado em contexto alheio ao brasileiro, fragiliza as discussões sobre currículo e avaliações contextuais em curso e não se compatibiliza com os marcos legais já pactuados.

Os psicólogos e demais profissionais do campo da infância, reunidos no VIII Congresso Brasileiro de Psicologia do Desenvolvimento, ocorrido de 12 a 15 de novembro em Brasília, manifestam seu repúdio à proposta de avaliação de crianças de 0 a 3 anos de idade no âmbito das creches, apresentada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

Manifestam, ainda, o apoio à iniciativa do Ministério da Educação de criação da Comissão Nacional de Avaliação com representação das entidades e pesquisadores que historicamente vem contribuindo para os avanços na educação infantil.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

15a Mostra Internacional do Filme Etnográfico

Muito interessante.
Acessem em:
por Kate Benedict

IX Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação


Lisboa entre 12 e 15 de julho de 2012
O IX Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação é promovido pela Secção de História da Educação (Portugal) e pelo GT de História da Educação da AMPEd (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação) e pela Sociedade Brasileira de História da Educação (Brasil). Este nono congresso decorrerá na Universidade de Lisboa, nos dias 12 a 15 de julho de 2012 e tem como tema central: Rituais, Espaços e Patrimónios Escolares.

Destinatários
Investigadores, professores, alunos de pós-graduação e outros profissionais que se dedicam ao estudo de temáticas relacionadas com a história da educação, em Portugal e no Brasil.

Eixos temáticos
1. Espaços, tempos, quotidianos, sociabilidades escolares;
2. Instituições escolares: projetos, identidades, organização, atores;
3. Rituais, símbolos, festas escolares;
4. Os professores e a sua formação: da arte de ensinar às ciências da educação;
5. Políticas educacionais, discursos pedagógicos, autobiografias;
6. Leitura e escrita: rituais, materialidades;
7. Património e museologia educativa: mobiliário, equipamento, materiais didáticos, iconografia;
8. Testemunhos orais e memórias da educação;
9. A historiografia da educação: contributos teóricos, abordagens metodológicas, fontes;
10. Internacionalização, circulação e comparação: sistemas, currículos, pedagogias.

Modalidades de apresentação
À semelhança de edições anteriores, o congresso terá duas modalidades de apresentação: mesas coordenadas e comunicações individuais.

Prazo de submissão de propostas
De 15 de outubro até 15 de dezembro de 2011.

Outras datas importantes
Avaliação das propostas || Até 28 de fevereiro de 2012
Divulgação dos resultados || Até 15 de março de 2012
Recepção dos trabalhos completos e inscrição final || Até 15 de maio de 2012
IX Congresso Luso-Brasileiro || 12 a 15 de julho de 2011
http:// colubhe2012.ie.ul.pt

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Especialização Educação Especial e Inclusiva

Olá a Todos e a Todas,
as inscrições para o curso de especialização Educação Especial e Inclusiva oferecido pela Faculdade de Educação da UFF encerra suas inscrições no dia 18 de novembro.
Ele é gratuito. Divulgue entre seus alunos e amigos graduados.
O Edital está disponível no site

http://www.uff.br/facedu/images/stories/PosLatoSensu/EEI_edital3_2011.pdf

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Cadernos Creche UFF

Já está disponível o livro "Cadernos Creche UFF: textos de formação e prática". A obre reúne propostas desenvolvidas pela equipe da Creche da Universidade Federal Fluminense.
Sumário
Prefácio, Vera M. R. de Vasconcellos;
Introdução, Equipe Creche UFF;
Uma caracterização da creche UFF, Bernadete Mourão;
A brincadeira como eixo do trabalho pedagógico, Angela Meyer Borba;
Rotina, Bernadete Mourão;
Normas e combinados, Maria Vittoria de Carvalho Pardal;
O arranjo espacial na Creche UFF: Novos cantinhos, antigos aconchegos, Maria Vittoria de Carvalho Pardal e Taísa Vliese de Lemos;
"Projetos" ou Trabalho por Projetos ou Pedagogia de Projetos, Dominique Colinvaux; Registro, Mônica Bezerra de Menezes Picanço;
Relação creche - família, Deise Gonçalves Nunes.

A publicação é da Editora da Universidade Federal Fluminense
Contatos e pedidos:
Rua Miguel de Frias, 9 Anexo/Sobreloja | Icaraí | Niterói–RJ
(21) 2629-5287 Fax: (21) 2629-5288
Atendimento ao público: segunda a sexta, das 9h às 18h

XVI ENDIPE 2012

DIDÁTICA E PRÁTICAS DE ENSINO
COMPROMISSO COM A ESCOLA PÚBLICA, LAICA, GRATUITA E DE QUALIDADE
23 a 26 de julho de 2012- CAMPINAS
São Paulo - Brasil
A escola, como instituição social, cumpre uma função que lhe é específica, qual
seja, a de assegurar a formação educativa escolar para todas as crianças, jovens e
adultos do país. Sua trajetória mostra conquistas, como a ampliação do atendimento a
quase todas as crianças em idade escolar, ao mesmo tempo em que evidencia
enormes problemas, como a sonegação do ensino público, com qualidade, para boa
parte da população que nela está inserida.
As políticas educacionais implementadas nos últimos vinte anos acabaram por
impor às escolas um excessivo controle, que tem dificultado sua organização a partir
de projetos político-pedagógicos próprios e emanados do trabalho coletivo de sua
comunidade. Em decorrência, estão perdendo a possibilidade de se recriar frente às
novas demandas sociais, padecendo com a imposição curricular praticada em várias
redes de ensino, com as múltiplas avaliações externas (que privilegiam resultados em
detrimento de processos educacionais), com a precarização e intensificação do
trabalho dos professores, entre outros aspectos. Toda essa situação caminha no
sentido do esmagamento de possíveis projetos institucionais e pedagógicos com
identidade própria, causando o empobrecimento das práticas docentes e a
deterioração da qualidade da formação disponibilizada aos alunos.
A escola pública pede socorro!
Nós educadores que ainda acreditamos numa sociedade que se torne justa e
solidária pela socialização e partilha de saberes, de conhecimentos e de
valores, estamos convocados a responder a esse grito de alerta. Nunca é demais
perguntar: que sociedade queremos para os brasileiros das gerações futuras? Sem
medo de pieguice, podemos afirmar que essa sociedade está sendo tecida nos
espaços/tempos da escola pública!
É por isso que o momento atual requer o compromisso de todos os setores da
sociedade, principalmente o dos educadores, em favor da escola pública, criando
possibilidades para o enfrentamento de seus problemas, de modo a fazer cumprir sua
função social de assegurar aprendizagens enriquecedoras a todos os alunos,
ampliando a perspectiva de direitos, garantida no plano legal.
O XVI ENDIPE coloca em destaque essa problemática e convoca os educadores
para refletirem, a partir dos retratos da nossa escola, sobre o que nos cabe como
docentes, bem como o que se impõe à Didática e às Práticas de Ensino das diferentes
áreas do conhecimento e o que pode se renovar por meio de nossas ações.
Desde sua criação, no início dos anos 1980, os ENDIPEs constituem espaço
privilegiado para a apresentação e o debate de pesquisas, estudos e experiências que
buscam responder questões emergentes da educação brasileira. Tendo por tema geral:
DIDÁTICA E PRÁTICAS DE ENSINO: COMPROMISSO COM A ESCOLA PÚBLICA, LAICA,
GRATUITA E DE QUALIDADE – o XVI ENDIPE se propõe a ser um espaço de articulação
de trabalhos que, ao considerarem o ensino como prática social e com base nos
campos teórico e disciplinar da Didática e das Práticas de Ensino, indiquem caminhos e
perspectivas teóricas, metodológicas e políticas para a superação dos entraves que
geram cada vez mais uma desigualdade social, a partir da sonegação do ensino de
qualidade, como direito de todos que passaram a ter acesso à escolaridade.
Assim, o OBJETIVO GERAL do XVI ENDIPE é o de socializar e debater pesquisas,
estudos e propostas sobre a Didática e as Práticas de Ensino como áreas de
conhecimentos específicos, áreas disciplinares e áreas de práticas pedagógicas,
destacando seu compromisso público e político com resultados do ensino e da
aprendizagem de qualidade nos diferentes níveis e modalidades, no contexto da
definição e das implicações do Plano Nacional de Educação (2012-2022).