O Grupo de Pesquisas e Estudos em Geografia da Infância inicia no ano de 2013 um novo projeto de pesquisa intitulado INFÂNCIAS MIGRANTES. Com uma ampla abertura, a pesquisa pretende cartografar as infâncias passadas e contemporâneas através de sua condição de migrantes. O trabalho utiliza estratégias de natureza qualitativa, sobretudo uma metodologia que vem sendo elaborado no grupo e que vem sendo chamada de MAPAS VIVENCIAIS Com aporte teórico nos postulados da Geografia da Infância, na Teoria Histórico Cultural e no conceito de Autoria, iniciamos a fase 1 das atividades. Se desejar maiores detalhes não exite em contactar o nosso grupo.
O blog "Geografia da Infância" está vinculado ao Grupo de Pesquisas e Estudos em Geografia da Infância- GRUPEGI (CNPq/UFF-UFJF).
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Onde as crianças dormem?
James Mollison viajou ao redor do mundo e decidiu criar uma série de fotografias mostrando os quartos infantispor onde passava. As fotografias foram depois compiladas em um livro intitulado "Where Children Sleep". Cada par de fotografias é acompanhada por uma legenda que descreve a história da criança.
Mollison nasceu no Quênia em 1973 e cresceu na Inglaterra. Depois de estudar arte e design na Universidade de Oxford Brookes, e cinema e fotografia em Newport School of Art and Design, ele se mudou para a Itália para trabalhar no laboratório criativo da fábrica da Benetton.
O projeto tornou-se uma referência de pensamento crítico sobre a pobreza e a riqueza, sobre a relação das crianças com as suas posses -ou a falta delas-. O fotógrafo espera que seu trabalho ajude outras crianças a pensar sobre a desigualdade no mundo, para que, talvez, no futuro pensem como agir para diminuir esta diferença.
Acesse o material em:
(Pesquisa Maria Aparecida de Almeida - UFJF/Pesquisadora do GRUPEGI)
Eis algumas imagens:
| Indira, sete anos, vive com seus pais, irmão e irmã, perto de Kathmandu, no Nepal |
| Douha, 10, mora com os pais e 11 irmãos em um campo de refugiados palestinos em Hebron, na Cisjordânia |
| Lamine, 12 anos, vive no Senegal. |
| A casa para este garotoe sua família é um colchão em um campo nos arredores de Roma, Itália. |
| Thais, 11, mora com os pais e a irmã no terceiro andar de um bloco de apartamentos no Rio de Janeiro, Brasil. |
| Nantio, 15, é membro da tribo Rendille no norte do Quênia. |
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domingo, 26 de junho de 2011
Defesa da Dissertação "CRIANÇAS, INFÂNCIAS E ESPAÇOS: CONHECENDO SUAS CULTURAS E SUAS GEOGRAFIAS"
No dia 21 de junho ocorreu a defesa da dissertação "CRIANÇAS, INFÂNCIAS E ESPAÇOS: CONHECENDO SUAS CULTURAS E SUAS GEOGRAFIAS" de Luciene Karine, participaram da banca a professora Marisa Valadares da UFES e o Professor Denizart Fortuna da UFF. Luciene Karine é integrante do GRUPEGI e sua pesquisa buscou ampliar os estudos do campo da Geografia da Infância, em breve sua dissertação estará disponível aqui para todos. Abaixo algumas fotos e trechos da pesquisa:
"Compreender essa relação entre crianças e espaços, me afastar dos decálogos que me formaram nas instituições de ensino e abrir um olhar de baixo para cima e um novo diálogo, tudo isso compunha meus objetivos de pesquisas."
"Percebo como os espaços explorados por mim quando criança permanecem presentes, pois me constituíram no que sou hoje. Ao compartilhar as recordações de infância nesta pesquisa o faço sempre as vinculando aos espaços, compartilho também lugares. Essa relação que estabelecemos no/com os espaços revelam sua potencialidade para converterem-se em lugares construídos a partir do fluir da vida."
"É a partir dessa produção infantil que os espaços vão ganhando vida, vão ganhando usos diferenciados. Assim que os bancos viram computadores, o pátio vira floresta, a varanda da sala vira lugar de brincadeira, vira esconderijo, casinha, e tantas outras coisas.""As crianças criam situações de faz-de-conta similares aquelas vividas pelos adultos na vida real. Mas não se trata de mera reprodução, mas de ações realizadas de acordo com suas próprias leituras dessa realidade. Nesse processo as crianças não apenas incorporam a cultura dos adultos, mas participam ativamente dela, produzindo e ampliando suas culturas infantis."
"No decorrer da pesquisa as crianças em seus movimentos genuínos revelaram formas de vivenciar o espaço muito distintas dos adultos. Através da produção de suas culturas infantis, de suas constantes negociações e interações resignificam todo o espaço onde essas relações acontecem. Superam o controle, criam estratégias, estabelecem laços e vínculos com seus pares, reforçam sua condição geracional. Revelam nas suas ações uma identidade territorial, que ganha sentido a partir do outro. As crianças clarificaram para mim o que Vigostski já nos alertara, a nossa condição de humanização está vinculada a presença do outro."
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