domingo, 26 de junho de 2011

Defesa da Dissertação "CRIANÇAS, INFÂNCIAS E ESPAÇOS: CONHECENDO SUAS CULTURAS E SUAS GEOGRAFIAS"

No dia 21 de junho ocorreu a defesa da dissertação "CRIANÇAS, INFÂNCIAS E ESPAÇOS: CONHECENDO SUAS CULTURAS E SUAS GEOGRAFIAS" de Luciene Karine, participaram da banca a professora Marisa Valadares da UFES e o Professor Denizart Fortuna da UFF. Luciene Karine é integrante do GRUPEGI e sua pesquisa buscou ampliar os estudos do campo da Geografia da Infância, em breve sua dissertação estará disponível aqui para todos. Abaixo algumas fotos e trechos da pesquisa:






"Compreender essa relação entre crianças e espaços, me afastar dos decálogos que me formaram nas instituições de ensino e abrir um olhar de baixo para cima e um novo diálogo, tudo isso compunha meus objetivos de pesquisas."

"Percebo como os espaços explorados por mim quando criança permanecem presentes, pois me constituíram no que sou hoje. Ao compartilhar as recordações de infância nesta pesquisa o faço sempre as vinculando aos espaços, compartilho também lugares. Essa relação que estabelecemos no/com os espaços revelam sua potencialidade para converterem-se em lugares construídos a partir do fluir da vida."
"No decorrer da pesquisa as crianças em seus movimentos genuínos revelaram formas de vivenciar o espaço muito distintas dos adultos. Através da produção de suas culturas infantis, de suas constantes negociações e interações resignificam todo o espaço onde essas relações acontecem. Superam o controle, criam estratégias, estabelecem laços e vínculos com seus pares, reforçam sua condição geracional. Revelam nas suas ações uma identidade territorial, que ganha sentido a partir do outro. As crianças clarificaram para mim o que Vigostski já nos alertara, a nossa condição de humanização está vinculada a presença do outro."


"É a partir dessa produção infantil que os espaços vão ganhando vida, vão ganhando usos diferenciados. Assim que os bancos viram computadores, o pátio vira floresta, a varanda da sala vira lugar de brincadeira, vira esconderijo, casinha, e tantas outras coisas.""As crianças criam situações de faz-de-conta similares aquelas vividas pelos adultos na vida real. Mas não se trata de mera reprodução, mas de ações realizadas de acordo com suas próprias leituras dessa realidade. Nesse processo as crianças não apenas incorporam a cultura dos adultos, mas participam ativamente dela, produzindo e ampliando suas culturas infantis."

2 comentários:

  1. Sou aluna de mestrado na Irlanda e gostaria de saber como ter acesso a essa dissertação. Obrigada!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Jô
      poderia me enviar seu email para contato? Ou escreva para o meu: jjanergeo@gmail.com

      Excluir