domingo, 2 de setembro de 2012

Álbuns de retratos, infâncias entrecruzadas e cultura lúdica: Memória e fotografia na Brinquedoteca Hapi

Resumo 
Porto, Cristina Laclette; Jobim e Souza, Solange (Orientadora). Álbuns de 
retratos, infâncias entrecruzadas e cultura lúdica: Memória e 
fotografia na Brinquedoteca Hapi. Rio de Janeiro, 2010. 309p. Tese de 
Doutorado – Departamento de Psicologia, Pontifícia Universidade Católica 
do Rio de Janeiro. 

Esta tese apresenta parte da história da Brinquedoteca Hapi, um espaço  dedicado às crianças, coordenado pela autora durante 16 anos e que tinha como eixo de ação, brinquedos e brincadeiras. A reconstrução dessa trajetória partiu de diferentes suportes de memória sendo que a fotografia revelou-se um material fundamental. A pesquisa exigiu o aprofundamento teórico em torno das concepções 
de história, memória, narrativa, brinquedo e cultura lúdica. Trata-se de um texto 
polifônico onde é possível destacar como interlocutores privilegiados os seguintes 
autores: Walter Benjamin, Maurice Halbwachs, Mikail Bakhtin, Hannah Arendt, 
Roland Barthes, Gilles Brougère, Beatriz Sarlo, Jeanne Marie Gagnebin, Ecléa Bosi, 
Gilberto Velho, Boris Kossoy, Miriam Moreira Leite, entre outros. A brinquedoteca 
tinha como propósito, ser uma porta aberta para os museus, mas seu projeto revelouse mais amplo ao criar uma pedagogia da ludicidade associada a uma pedagogia da 
imagem, voltadas para a preservação de um patrimônio não-tangível que é o brincar. 
A tese mostra a importância da troca entre as gerações para o reconhecimento de que 
as histórias, ao serem contadas, se comprometem com o futuro, e defende a ideia de 
que o trabalho desenvolvido com as crianças e suas famílias, em brinquedotecas, 
pode-se constituir em um caminho fértil na luta contra o empobrecimento da 
experiência (Verfall der Erfahrung) engendrado pela sociedade contemporânea e 
anunciado por Walter Benjamin.

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Postado com autorização da autora

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