quarta-feira, 29 de junho de 2011

II Colóquio do Grupo de Estudos e Pesquisas em Geografia da Infância/ II Encontro do GRUPEGI/GPPIN – PROCAD Novas Fronteiras: " A Teoria Cultural-Histórica, as Crianças e suas Espacialidades" - Postagem I



Universidade Federal Fluminense/ PROPPI/Programa de Pós-Graduação da UFF/Creche UFF
Universidade Federal do Mato Grosso/Programa de Pós-Graduação da UFMT
Grupo de Pesquisa e Estudos em Geografia da Infância - GRUPEGI
Grupo de Pesquisas em Psicologia da Infância – GPPIN
CAPES/CNPq/FAPERJ
PROCAD Novas Fronteiras

Entre os dias 15 e 17 de junho ocorreram as atividades do II Colóquio do Grupo de Estudos e Pesquisas em Geografia da Infância/ II Encontro do GRUPEGI/GPPIN – PROCAD Novas Fronteiras, cujo o tema foi "A Teoria Cultural-Histórica, as Crianças e suas Espacialidades". A partir de hoje vamos postar informações e imagens do evento.

A primeira conferência foi proferida pela Profa. Dra. Tânia de Vasconcellos com o título  "Ócio, Infância e Educação", veja alguns trechos baseados no seu texto:

"O debate sobre o ócio não é um tema novo. Muito ao contrário, o tema do ócio está presente em diferentes culturas, espaços e tempos. Como se pode ver no texto que abre aqui o nosso debate, mesmo o estóico Sêneca reconhecia a importância do ócio como lugar de regeneração das forças, alimento da alma e, principalmente, propulsor do novo, do inaudito, do inusitado. A idéia de ócio defendida por Sêneca não inclui apenas os divertimentos capazes de exaltar o espírito. Mas também estão contidos nessa idéia a atividade intelectual, o repouso, a contemplação. A compreensão romana de ócio se traduz na expressão 'tempo livre”, um tempo dedicado aos amigos, ao conhecimento e à experiência de estar no mundo."


"Na ciranda de “trabalhinhos” e “joguinhos” que consomem vorazmente o tempo nas instituições de Educação Infantil as crianças encontram rotas de fuga. Brechas para um tempo de pausa. Para a vivência amorosa e preguiçosa do prazer de descobrir a si e ao mundo. Não é um tempo de ação. É um tempo de atenção. Mas não a atenção focada do pensamento – ou da racionalidade. E sim uma atenção difusa, aberta, à espera ou à espreita não se sabe bem de quê. É uma atenção ao que está fora, mas também ao que está dentro. É uma atenção que cria uma linha de continuidade entre o que está fora e o que está dentro. E nesse sentido, contemplar é também contemplar-se."


Profa. Tânia de Vasconcellos

Professora Tânia de Vasconcellos



Profa. Daniela Freire/UFMT, Prof. Jader Janer/UFF, Profa. Tânia de Vasconcellos/UFF
Fotos: Luiz Miguel Pereira

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