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sexta-feira, 1 de julho de 2022

Alunos da USP criam podcast de “cantação” de histórias para crianças negras

 Ideia do programa disponível no Spotify é contribuir com o imaginário de crianças negras por meio de histórias cantadas, narradas por grandes figuras do cenário artístico e cultural brasileiro

No final do mês de maio estreou o podcast Calunguinha, produzido por Stela Nesrine, estudante de Educomunicação da Escola de Comunicações e Artes (ECA) , e Lucas Moura, aluno de Pedagogia da Faculdade de Educação (FE), ambas da USP. O projeto, que recentemente ficou entre os dez podcasts mais escutados do Brasil, foi um dos vencedores da Sound Up Brasil – iniciativa elaborada por uma das maiores plataformas de streaming do mundo, o Spotify, com o objetivo de incentivar produções de pessoas pretas e indígenas.

Nesta primeira temporada, os 12 episódios têm como foco figuras negras que sofreram apagamento histórico. O acesso à maioria dessas lendas estava restrito aos poucos documentos e relatos orais, mas, agora, elas chegam aos ouvidos de todo o País nas vozes de diversos artistas brasileiros.

O protagonista do enredo é Calunguinha, que é descrito pelos criadores do podcast como um garoto “pretinho e crespinho” que gosta de tomar chá enquanto ouve histórias. Em uma noite, a fumaça da bebida soprada pela mãe chega ao rosto do menino e o leva ao mundo dos sonhos, onde encontra seu avô. O ancestral, então, lhe entrega o livro Histórias para ninar crianças pretas, memórias para acordar pessoas brancas, que, segundo ele, “só vai ser vivo se você souber aquecê-lo com sua voz.” E é por meio dessas páginas, então, que a criança encontra os personagens pretos que viverão suas narrativas cantadas para a mãe antes de dormir.

 

A criação do podcast

Caetano, de 5 anos, filho da Stela e enteado do Lucas, é um dos pontos de partida para a criação de Calunguinha. Em uma noite de pandemia, quando o pequeno não queria dormir mesmo depois de ouvir diversas histórias e cantigas, ficou evidente para os adultos a necessidade de mais conteúdos para as crianças, especialmente as crianças pretas.

A partir de então, o casal começou rapidamente a esquematizar a proposta, para poder fazer a inscrição na Sound Up dentro do prazo. Stela conta que, além da ideia, eles não tinham mais nenhum material ou ferramenta para a produção, e que o projeto do Spotify foi imprescindível para esse suporte.

Ainda segundo a idealizadora, o podcast trouxe vontade de estudar mais, conhecer mais e se apropriar mais das tecnologias. Diante disso, Stela se interessou pelo curso de Educomunicação. “Me apaixonei por Educom e pela possibilidade de trabalhar com projetos passeando por várias linguagens artísticas, usando a comunicação para alcançar objetivos educacionais.” Ela acrescenta que o curso tem sido um espaço de incentivo importante para pesquisas que associam teorias, reflexões e “construção de projetos que tenham coragem de dar forma aos nossos sonhos coletivos.”

Já para o desenvolvimento dos roteiros, Caetano foi essencial. “Não existiria Calunguinha sem Caetano. Tudo é inspirador na beleza que é viver com ele: os aprendizados, as risadas, a sensibilidade do olhar pro mundo”, diz Lucas, roteirista e diretor do podcast.

Stela, que é responsável pela direção musical, acrescenta que também não haveria Calunguinha sem Marcelly Medrado, sua irmã mais nova, que dá voz ao protagonista. Além dela, Dudu Oliveira participa da obra como o avô Raimundo e Kleber Brianez interpreta o Capitão do Mato.

Vozes especiais

Além do elenco fixo, o podcast conta com participações especiais de diversos artistas da dramaturgia e da música brasileiras. A cada episódio, uma personalidade assume o papel do personagem com quem Calunguinha se encontrará.

No primeiro episódio, por exemplo, Lázaro Ramos dá voz a Malunguinho, líder do Quilombo do Catucá que possui uma chave mágica capaz de abrir qualquer coisa. Já Naruna Costa interpreta Teiniaguá, uma princesa moura que é confundida com uma pessoa escravizada, é perseguida e se transforma em uma lagartixa cuidadora da floresta.

Para acompanhar novidades e bastidores, siga as redes sociais do Calunguinha.

Jornal da USP

Por https://www.jornaldaciencia.org.br

sexta-feira, 24 de junho de 2022

SBPC lança podcast

 “O Som da Ciência” chega às plataformas com informações e entrevistas do interesse do público-alvo da SBPC

 
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) considera a divulgação científica como uma das áreas mais importantes para o avanço da ciência no Brasil. O lançamento, nesta quinta-feira (22/6) de “O Som da Ciência”, seu primeiro podcast, é parte da estratégia de divulgação científica da entidade, que inclui o Jornal da Ciência Online, o boletim diário JC Notícias, o JC Especial (em pdf) e a Revista Ciência & Cultura, além do atendimento à imprensa por meio da assessoria de comunicação.

“O Som da Ciência” é um podcast semanal cuja pauta é Ciência, Tecnologia, Inovação e assuntos relacionados.  Além de notícias sobre a própria SBPC e suas atividades, “O Som da Ciência” trará informações e entrevistas do interesse de seu público-alvo – cientistas, pesquisadores, professores – em mais de 170 sociedades afiliadas.

O primeiro episódio já está no ar na plataforma Spotify. Intitulado “A luz do conhecimento”, o programa traz uma apresentação da SBPC. O segundo, “Quando (e onde) os cientistas se encontram”, vai ao ar semana que vem, contando um pouco da 74ª Reunião Anual que vai acontecer entre os dias 24 e 30 de julho, na Universidade de Brasília.

“O Som da Ciência” foi idealizado pela equipe de Comunicação da SBPC, que também assina a produção, roteiro, design de som e edição. Ouça, compartilhe e assine o feed para receber todos os novos episódios.
 
Ouça, compartilhe e assine o feed para receber todos os novos episódios: Spotify | Anchor
 
SBPC

CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS À REVISTA EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO – DOSSIÊ TEMÁTICO EDIÇÃO 2022

 A Revista Educação e Emancipação comunica que se encontra aberta a submissão de trabalhos para publicação, em edição dossiê  temático - “Formação continuada de professores da educação básica: investimento no processo de emancipação humana”, v.15 n.3, set./dez. 2022, até 31 de agosto de 2022. Esse número será organizado pelas professoras Maria Helena Damião (FPCE-UC. Portugal), Ilma Vieira do Nascimento (UFMA, Brasil) Joana Paulin Romanowski (UNINTER, Brasil).

As reformas do currículo escolar, em função dos desígnios traçados pelas grandes corporações globais de matriz neoliberal, impulsionam o redirecionamento da formação de professores para se conseguir uma aplicação acrítica desse currículo. Em termos de formação continuada, multiplicam-se as recomendações supranacionais para mudar rápida e radicalmente o modo de exercer a docência, as quais se fazem acompanhar de exemplos e programas, formando-se consórcios para os implementar. A formação em causa, que não deveria perder de vista a escola nem os seus professores, tendo sempre por referência os alunos, passa a ser determinada por intentos alheios aos educativos; e, em vez de se pautar por princípios de emancipação do trabalho do professor, pode construir, de modo dissimulado, para a sua cativação. Contraditoriamente, a pesquisa sobre a formação aponta para a reflexão crítica na promoção da profissionalização dos professores. Assim, os desafios para uma formação que considere a prática  pedagógica dos professores e suas condições efetivas  de trabalho são imensos.

Esse quadro se agrava diante do isolamento social devido ao impacto das medidas sanitárias decorrentes da COVID-19, em que os debates sobre a contribuição da formação continuada são fundamentais para contribuir com a melhoria do estatuto da profissionalização docente.

Considerando que a pesquisa acadêmica não pode se esquivar a tal debate, propõe-se esse número da Revista Educação e Emancipação, visando receber contribuições de distintas partes da América Latina e da Europa, oferecendo um painel de leitura que seja capaz de atualizar um tema de particular premência.

Somente serão aceitos para publicação artigos originais e inéditos oriundos de pesquisas, bem como ensaios teóricos de natureza científica, de pesquisadores nacionais e estrangeiros.

Consulte as Instruções aos Autores para adequar o seu trabalho, conforme as normas de publicação que se encontram disponível no Portal de Periódicos da Universidade Federal do Maranhão, acessando a revista e também no site do Programa de Pós-graduação em Educação, www.educacao.ufma.br.

O envio dos trabalhos deverá ser por meio do referido Portal de Periódicos, acessando a Revista no link  http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao. Para isso, faça o cadastro como Autor para realizar a submissão de seu trabalho.

sábado, 11 de junho de 2022

"A Ciência Romântica de Luria- Contextos de uma época e estudos contemporâneos"




Saudações lurianas,

Esperamos que estejam bem!

Estamos compartilhando com muita alegria o livro "A Ciência Romântica de Luria- Contextos de uma época e estudos contemporâneos". Ele é fruto de uma disciplina, com o mesmo título, oferecida nos Programas de Pós-graduação da UFJF e da UFF. Essa disciplina contou com diversos convidados e com discentes de diversas partes do Brasil e, ao final, ficou o desejo que as reflexões ocorridas pudessem ser socializadas para além do grupo participante e pudessem chegar a outras pessoas interessadas. Foi assim que o livro nasceu. Nele estão registrados os vários encontros que, seguindo o espírito dos autores da época, em seus movimentos insurgentes e instituintes, agora partilhamos. 

Agradecemos a todos/todas que teceram as escrituras presentes nas várias páginas, ao Tito Jr, pela bela capa, ao Dinho Faber pela foto da capa e a Pedro e João Editores, que gentilmente, se disponibilizou em editar o livro e colocar de forma aberta para acesso universal. Disponível em: https://pedroejoaoeditores.com.br/site/a-ciencia-romantica-de-luria-contextos-de-uma-epoca-e-estudos-contemporaneos/

Com carinho, na esperança que contribua

Os Organizadores. 


Ou Acesse aqui

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Livro para baixar "Mapa do não sei"


"Os autores nos avisam... “devemos olhar para as páginas que seguem com cautela e cuidando que muitos dicionários possam estar pendurados em nós”, pois os mapas das crianças apresentam o universo delas e não o nosso e, com isso, o diálogo entre os pesquisadores e os mapeadores do livro torna-se fundamental nessa jornada. Outra recomendação importante: a leitura dos poemas, que não é obrigatória, mas faz toda a diferença." Prefácio de Carla Sena 

 "Longe de pretender falar, analisar, interpretar o que dizem e pensam as crianças o texto assumi uma perspectiva de apresentar, dar visibilidade os universos e mundos infantis que as crianças habitam, o formato compositivo que oscila entre textos, citações, poesias, imagens, fala de crianças, vão colocando o texto dentro de um jogo compositivo muito próprio e parecido com os das crianças, o movimento de bricolagem, diferente do que usualmente vemos nos textos interpretativos, aqui a composição nos aproxima das crianças, criar certo estado de ‘comum’, faz com que nós, nos coloquemos nos próprios percursos. Sair dos macro mapas e chegar às pegadas rasgadas, meias rasgadas, mapas do não sei, desenhos de mapas, de mapas perdidos, mapas furados, são os mundos das crianças, mundo crianças que sorrateiramente resistentes aos processos colonizadores das educação." Posfácio de César Leite 


 Que tal ler o livro todo? Acesse AQUI o livro integralmente.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Livro "Geografia da Infância - Espacializações da Vida"

Em Comemoração aos 10 anos de existência do Grupo de Pesquisas e Estudos em Geografia da Infância - GRUPEGI, foi organizado o livro "Geografia da Infância - Espacializações da Vida"! Trata-se de relatos de pesquisadores envolvidos com a temática e que falam de situações cotidianas implicados nesse movimento de um ser espacializado em nossas formas de existir. O livro pode ser baixado gratuitamento no endereço abaixo: https://espacializacoesdavida.blogspot.com/ Ou clicando AQUI Desejamos boas leituras e fica o convite para quem deseja contribuir com o material, maiores informações no blog do livro. Atenciosmanete